Diocese de Palmas e Francisco Beltrão

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► JORNAL DIOCESANO

    13/10/2017, por "Débora Regina Pupo"

    Missão do Catequista


    Débora Regina Pupo

     

    Nos diz o Diretório Nacional de Catequese (DNC) no número 173: "a vocação do catequista é a realização da sua vida batismal e crismal, pela qual, mergulhado em Jesus Cristo, participa da missão profética: proclamar o Reino de Deus. Integrado na comunidade eclesial e enviado por ela, conhece a sua realidade e aspirações, sabe utilizar a pedagogia adequada, animar e coordenar com a participação de todos". O que isso significa? Vamos aprofundar um pouco mais.
     
    O catequista é chamado, por este número do DNC, a pensar em sua missão, que vai muito além dos encontros semanais com as crianças. Ser catequista é participar da missão profética da própria Igreja, por isso o catequista não atua sozinho, mas sempre em comunidade, sempre na Igreja e pela Igreja, visto que "a catequese não pode nunca ser dissociada do conjunto das atividades pastorais e missionárias da Igreja" (CT 18).
     
    Ao falar de missão do catequista percebemos que é preciso falar da missão de toda a Igreja que "é levar a Boa Nova a toda a humanidade, a fim de que esta a viva" (CT 18). A catequese se insere neste contexto missionário como um momento especial, onde a fé, suscitada pelo anúncio, será orientada para que o catequizando possa conhecer melhor, acolher de coração alegre, celebrar com entusiasmo e viver com convicção o mistério de Deus, manifestado em Jesus Cristo.
     
    Ao falar da missão do catequista, precisamos prestar atenção ao perfil do catequista que necessitamos para estes tempos. É preciso convencer-se de que nossos catequizandos estão sedentos, esperançosos de que seja satisfeito o desejo mais profundo do coração, o único que pode dar significado pleno à existência" (CNBB, Doc. 107, n. 11) e a partir desta convicção empenhar-se na formação dos catequistas para que eles possam assumir "um perfil de catequista/evangelizador, ponte entre o coração que busca descobrir ou redescobrir Jesus Cristo e seu seguimento na comunidade de irmãos" (DGAE, n. 45). Então qual o perfil de catequista que buscamos? O Diretório Nacional de Catequese pode nos ajudar, vamos a ele.
     
    É importante destacar que o catequista deve se espelhar em Jesus, modelo de Mestre, de servidor e de catequista. No entanto, precisamos observar outros aspectos que compõem o perfil do catequista:
     
    Perfil do Catequista
    Pessoa que ama viver e se sente realizada: o catequista é catequista por vocação, sente-se chamado, é entusiasta do que faz. Reconhece que ser catequista é assumir corajosamente seu Batismo e vivê-lo na comunidade cristã;
     
    2. Pessoa de maturidade humana e equilíbrio psicológico: ou seja, trata-se do catequista que busca crescer no equilíbrio afetivo. Que encara seus catequizandos com amor sem confundir os papéis, sem deixar-se levar, com facilidade, ao desânimo.
     3. Pessoa de espiritualidade, que quer crescer em santidade: o catequista coloca-se na escola do Mestre e faz com Ele uma experiência de vida e de fé.
     4. Pessoa que sabe ler a presença de Deus nas atividades humanas: não se trata de um fatalismo, mas de buscar que a fé seja enraizada na experiência humana, ou seja, buscar a integração fé e vida.
     5. Pessoa integrada no seu tempo e identificada com sua gente: cada catequista assumirá melhor sua missão à medida que conhecer e for sensível à defesa da vida e às lutas do povo.
     6. Pessoa que busca, constantemente, cultivar sua formação: o catequista está em processo de crescimento e de aprendizado, por isso se faz necessário que a formação seja assumida com responsabilidade e com perseverança.
    7. Pessoa de comunicação, capaz de construir comunhão: o catequista cultiva amizades, presta atenção nas pessoas, está atento a pequenos gestos que alimentam relacionamentos positivos.
     
    Este é o desafio que somos impelidos a buscar! Mas acima de tudo devemos procurar ser vistos como "mensageiros alegres de propostas altas, guardiões do bem e da beleza que resplandecem numa vida fiel ao Evangelho" (EG 168), ou seja, o catequista em sua missão de evangelizador é chamado a sentar-se ao lado dos seus catequizandos "para tornar presente o Senhor na sua vida, para que possam encontrá-lo, porque só o seu espírito é água que dá a vida verdadeira" (CNBB, Doc. 107, n. 38)

     

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