Diocese de Palmas e Francisco Beltrão

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► JORNAL DIOCESANO

    13/10/2017, por "Maria Mintkevisk"

    A missão dos Catequistas e Macs


    Maria Mintkevisk
    No mês de outubro, mês missionário, a Igreja nos convida a refletir sobre a missão. Em nossa Diocese muitas são as pessoas que se dedicam ao serviço do reino, na gratuidade, em diferentes funções da evangelização. Nesta edição, a Revista Olhar Diocesano traz duas pastorais que apresentam belos exemplos desse trabalho: os catequistas e os MACs - Ministro Auxiliar de Comunidades.
     
    A MISSÃO DO CATEQUISTA
     
    Recentemente em mensagem enviada aos participantes do Simpósio Internacional sobre Catequese, na Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católica Argentina (UCA), em Buenos Aires, o Santo Padre, Papa Francisco, afirmou que ser catequista não é uma profissão, mas uma vocação. Conforme ele, a catequese não é um trabalho ou uma tarefa externa à pessoa do catequista, mas se "é" catequista e toda a vida gira em torno desta missão. De fato, "ser" catequista é uma vocação de serviço na Igreja, que se recebeu como dom do Senhor para ser transmitido aos demais.
     
    A catequista Alvira Santini Martins da Paróquia Imaculada Conceição - Dois Vizinhos exerce a função há 41 anos. Segundo Alvira "ser catequista é doar-se; é caminhar junto com Jesus e procurar imitá-lo. Ser catequista é descobrir o rosto de Deus nas pessoas e nas realidades do mundo." Ela se diz apaixonada pela catequese e lembra que, "ao longo desta caminhada muitas foram as alegrias, superando todas as dificuldades. Tenho uma família maravilhosa que sempre me apoiou e incentivou nessa caminhada", disse. 
     
    Os tempos mudam fazendo mudar também a forma de catequizar. De acordo com a catequista, todo catequista é chamado a ser missionário e evangelizador em um tempo marcado por contravalores. Ressalta ainda que diante desta realidade é preciso levar Cristo vivo, pregar o evangelho com seu testemunho. Completa a catequista: "em minha opinião, falta o ardor missionário e o grande desafio é ir ao encontro das pessoas excluídas pela sociedade." 

    O MINISTÉRIO DOS MACs
    Os Ministros Auxiliares de Comunidades (MACs) atuam em suas comunidades, nas celebrações e na visita aos doentes, a quem são enviados em nome da comunidade, onde redescobrem diariamente que Deus reata os laços de amizade e de comunhão. Eles surgiram na Igreja Católica após o Concílio Vaticano II, como resposta à escassez de ministros ordenados, e à necessidade de pessoas que pudessem auxiliar os ministros ordenados na distribuição da comunhão em diversas circunstâncias. A introdução de ministros leigos que pudessem auxiliar na ausência de outros ministros ordenados teve como finalidade trazer mais eficácia e dignidade à distribuição da Eucaristia.
     
    Na Diocese de Palmas - Francisco Beltrão, muitas pessoas exercem esse ministério com maestria, por longos anos e sabem da responsabilidade de tal incumbência: "ser Ministro é uma grande responsabilidade e é também um desafio, até porque todos têm suas atividades particulares e, às vezes, deixamos de exercer o ministério como deveríamos pelo compromisso do dia a dia, mas é muito gratificante." A afirmação é do agricultor Miguel Antônio Thomé que é MAC há 38 anos na comunidade de Santa Catarina da Barra do Marrecas - Paróquia São Joaquim de Verê. Para ele a função de Ministro é uma Missão, "precisamos dedicar tempo e preparação para que as celebrações possam acontecer da melhor maneira possível, precisamos conhecer bem Jesus, para poder transmitir com confiança e segurança as suas mensagens, e principalmente vivê-las", disse Miguel. 
     
    Ele ressalta que o exercício da função de ministro é desafiador na sociedade de hoje. Lembra que "são muitas as opiniões diferentes. As vezes temos tempo pra tudo, mas muitas vezes não temos tempo para Deus. Aí temos que ter a cautela de não ofender as pessoas e sim convencê-las de que precisamos do Deus da vida para o nosso dia a dia, ele que é nosso guia e luz. E quando conseguimos isso, todas as dificuldades vão embora. Nos realizamos e agradecemos. Ficamos felizes de poder contribuir para a fé em Jesus Cristo", completa. 
     
    O direito canônico, Cânon 488 diz que cabe ao ministro: auxiliar na distribuição da Comunhão nas Celebrações Eucarísticas; distribuir a Comunhão na Celebração da Palavra de Deus; levar a Comunhão aos enfermos em casa ou em hospitais, quando solicitado; expor e repor o Santíssimo Sacramento, zelar pela segurança e conservação do sacrário; participar da Equipe de Liturgia na preparação das Celebrações da comunidade; trabalhar para a união entre os membros da comunidade, dar exemplo e testemunho de verdadeiro cristão.

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