Diocese de Palmas e Francisco Beltrão

Bem Vindos, 11 de Dezembro de 2017

NOTÍCIAS E EVENTOS

► JORNAL DIOCESANO

    13/10/2017, por "Dom Edgar Ertl"

    "Como o Pai me enviou, Eu vos envio", Jo 20,21



    Dom Edgar Ertl
    A palavra Missão significa envio, enviado. "Ide e pregai" recomenda Jesus aos discípulos (cf. Mt 28,19s). A resposta proclamada com prontidão: "Eis-me aqui"! Missão é o ato de enviar alguém. O termo missão procede da palavra latina missio ou do verbo mittere, que significa enviar (missus = enviado). Missão, então é incumbência, tarefa, obrigação, encargo, vocação. Existem diversos tipos de missão: diplomática, de guerra, de paz, científica, religiosa. A missão é, portanto, um envio; e o missionário: um enviado! É enviado por alguém a alguém. A missão é uma característica própria do cristianismo. A Igreja, a Diocese de Palmas - Francisco Beltrão não existem para si, existem para a missão, logo é um desafio permanente. Duas tarefas principais cabem à Igreja e a cada crente/cristão: dar testemunho do Evangelho (evangelização) e servir aos homens e mulheres (diaconia). Ainda a difusão da fé, fundação de novas comunidades Jesus Cristo é o apóstolo do Pai, o missionário, porque enviado por ele para prolongar sua própria missão redentora e salvadora em benefício de toda a humanidade. E Jesus recomenda aos seus discípulos a razão da missão universal, sem fronteiras, ultrapassando os limites geográficos de Israel ou do povo judeu: "Ide fazer discípulos entre todos os povos/nações" (Mt 28,19). Inaugura-se o tempo da Igreja, o tempo do discipulado missionário. Agora é Jesus glorificado com sua Igreja para sempre. São enviados por Jesus para dar continuidade a sua missão. 
     
    Os discípulos recebem de Jesus a promessa do Espírito Santo como força para continuarem a missão que Ele recebeu do Pai: "Recebereis a força do Espírito Santo que virá sobre vós e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, na Judéia, na Samaria e até os confins do mundo" (At 1,8). Este é o conteúdo fundamental da missão que Jesus transmite aos seus discípulos e a todos os que se fizeram cristãos pelo batismo: "Suas testemunhas". O discípulo é chamado a seguir os passos do Mestre, sem cair na tentação de escolher os percursos e lugares facilitados para o anúncio do Evangelho. É o Mestre quem indica e aponta a direção da comunicação da Boa Notícia. Os discípulos missionários devem estar atento para a fidelidade do Mestre. Trata-se do testemunho de despojamento. Portanto, a Igreja é por sua natureza missionária, testemunha do Evangelho de Jesus Cristo, o enviado do Pai, sem opção de escolha geográfica e fronteiras delimitadas segundo os critérios humanos e interesses pessoais. 
     
    Na Exortação Apostólica "Alegria do Evangelho" do Papa Francisco, relendo-a nestes dias, duas frases, entre outras prenderam-me a atenção quanto ao tema da missão da Igreja e dos cristãos e que nos servem de oração e reflexão neste mês dedicado às missões: Disse o Papa: "Não nos deixemos roubar o entusiasmo missionário!" e "Não deixemos que nos roubem a força missionária!". 
     
    Sim, o Papa nos quer prevenir de dois perigos atuais na Igreja e que podem também afetar nossa diocese e suas comunidades. Podemos "perder o entusiasmo" e a "força missionária", adverte-nos o Bispo de Roma. Mas, é exatamente isso que o Ressuscitado não quer daqueles que se fizeram discípulos seus, daqueles que deram um sim definitivo através do batismo numa comunidade de fé e, outros através da ordenação sacerdotal ou pela consagração religiosa através dos Conselhos Evangélicos. Francisco nos alerta que existe o perigo do "roubo" do entusiasmo e da força, ou seja, da prontidão para a missão, da disponibilidade. Ele está dizendo-nos que já fomos mais missionários, mais disponíveis, mais corajosos, mais cristãos católicos em saída. Não tínhamos fronteiras. O que importava mesmo era servir, e servir com muita alegria perto ou longe, não importava! A universalidade fazia parte dos nossos objetivos e das nossas prioridades. Éramos, de fato, missionários, além-fronteiras! Cristãos católicos sem consciência missionária é uma contradição à nossa fé e ao seguimento de Jesus Cristo. 
     
    A missão deve ser a pupila de nossas atividades apostólicas diocesanas e de todas as nossas paróquias e comunidades. Em todas as pastorais, movimentos e serviços eclesiais deveríamos refletir em chave missionária, em Igreja, Diocese e fiéis em saída.
     
    Todos deveríamos buscar a missionaridade como projeto de vida e de vocação cristã. Deveríamos ser alegres e cheios de esperança pelo fato de podermos testemunhar a Boa Notícia de Jesus Cristo onde fosse necessário. Poderíamos e deveríamos ter em mente e no coração tão somente o critério fundamental do Evangelho: "Eis-me aqui". "Estou pronto". "Envia-me, Senhor, para onde quiseres". Onde estão os/as missionários/as entusiastas, convictos e proféticos de um tempo bem recente? O que está acontecendo conosco, com nossas comunidades? Por que estamos recuando quando se fala em missão nalguns lugares? Noutras vezes temos até dificuldade de encontrar pessoas para alguns serviços apostólicos dentro da própria diocese? Temos lugares apostólicos que são preteridos! Pasmem! Ou por que estamos procurando e cuidando de nossas "zonas de conforto", nossas estabilidades e comodidades, nossos interesses pessoais? 
     
    Enfim, o que podemos fazer concretamente, com atitudes de disponibilidade, neste mês de outubro de 2017, "mês das missões" para a evangelização com paixão e prontidão apostólica, na Diocese de Palmas - Francisco Beltrão?

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