Diocese de Palmas e Francisco Beltrão

Bem Vindos, 11 de Dezembro de 2017

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► JORNAL DIOCESANO

    09/08/2017, por "Pe. Élio Sofientini Albano"

    VADE RETRO

    Quanto ao título, de antemão, esclareço que, com o advento das mudanças necessárias, vou apresentar uma nova fisionomia dos temas sem perder o meu estilo simples, por ora, retrocedendo ao meu "bom senso grosso". Caro leitor, o que eu tenho para comunicar a você que me vê chegar, novamente, em sua casa? Que promessa nova eu tenho para contar-lhe? Posso afirmar que não me alistaram para salvar o mundo da confusão das línguas rs rs. Só tenho uma certeza de que o meu coração bate mais estribado quando penso que você esta lendo o que escrevi.
    Há uma infinidade de perspectivas possíveis para escrever, e é incontestável o meu direito de apontar nesta ou naquela direção. Neste caso, o simples direito se torna um dever. Uma boca que fala precisa de ouvido para ouvir; uma mão que escreve precisa de um olho que lê. Dar a palavra e recebê-la significa confiança.
     
    O leitor deve estar lembrado que em outros tempos escrevi de tudo um pouco. Pois agora, diante do "novo tempo", posso até ser mais comedido. Portanto, vamos ao que interessa já que o provérbio diz: Quem pensa não casa. E por falar nisso, parece-me importante dizer que estamos no mês da família. Falamos, pois dela. As mudanças que se deram na família, levam muitos a se perguntarem: "mas onde v a m o s p a r a r ? " M u i t o s s e s e n t e m seriamente preocupados com isso. Sabemos que é através da família, portanto, que o homem recebe a formação de base, os valores, as normas, os padrões de comportamento que vão constituir, agora e depois, por toda a vida, o núcleo essencial da personalidade individual e social. É óbvio olhar, então, com preocupação. A crise de autoridade, em que os pais são " c o n t e s t a d o s " o u d e s a t e n d i d o s e desobedecidos pelos filhos deixam calos na língua dos mais conservadores do meu tempo.
     
    O futuro da humanidade e da Igreja depende do futuro da família. Uma afirmação que não é exagerada e que está se tornando preocupação profunda de todas as I g r e j a s e o rg a n i s m o s d e e n s i n o s educacionais. A sociedade, hoje, estabelece modelos e valores de modo que os indivíduos se encontrem diante de escolhas completamente diversas. O nível da corrupção do nosso País está deixando muitos pais encurralados com espanto, e impaciência, mas, sobretudo, com impotência, percebendo muito mais a d i m e n s ã o d o p r o b l e m a d o q u e a possibilidade de solucioná-lo.
     
    O ciclo vicioso da crise política e da crise econômica parece não ter fim e resulta nesse sentimento difuso de desesperança e de apreensão. Se é verdade que se pode assimilar os primeiros elementos do comportamento no colo da mãe e do pai, é igualmente verdade que as amostragens da desonestidade imprimirá na criança e no adolescente marcas substanciais para a vida. Quando vemos um adolescente, observa-se que sua personalidade e seu caráter estão fortemente relacionados com as experiências familiares de modo quase inexoravelmente lógico. Ele é para os outros o que os pais e professores e a sociedade são para com ele. A família dará a primeira experiência de segurança ou insegurança para os filhos e determina comportamentos em relação aos outros e a si mesmos.
     
    O confronto entre pais e filhos é quase inevitável. Sobretudo os pais de meia idade que dificilmente conseguem estabelecer um relacionamento dialogal com os filhos. As gerações novas se preparam para ingressar no mercado de trabalho com a consciência de suas possibilidades, aspirando a uma posição social definida e geralmente superior à dos pais. Sabem que possuem um patrimônio de valores novos destorcidos com relação às gerações anteriores. Mas devemos perguntar se os pais mais jovens conseguem colocar bases diferentes para um relacionamento diverso. A resposta, infelizmente, não tem sido positiva, ainda quando as situações, na realidade, se apresentam diferentes.
     
    Se o estado, democrático e laico não tem moral e ética definida, diante do mundo atual, profundamente dilacerado por tantas oposições e injustiças, a Igreja tem valores que julga indispensáveis para o bem da família. Deus ama nossas famílias, apesar de tantas feridas e divisões. A presença de Cristo através da oração em família nos ajuda a superar os problemas, a curar as feridas e abre caminhos de esperança. Muitos vazios de lar podem ser atenuados através de serviços prestados pela Igreja (DA n. 119). Será uma solução utópica? Sonho ou realidade?

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